Inicio da Experiência

Decorria o Verão de 2014, num magnífico final de tarde de praia, no Vale do Garrão , em Vale Lobo, estava eu a provar um gin, mais dois amigos longa data, o Ricardo Santana e o Hugo Lopes, quando se começou a falar de como se fazia um gin.

Todos nós eramos apreciadores de longa data da bebida, desde o tempo de faculdade em que se bebia, em copo alto cheio de gelo com água tónica, não se medindo a quantidade que se colocava era tudo a olho, no final colocava-se uma rodela de limão e servia-se!

Grandes noites tivemos todos a beber, esses magníficos Gins….

Nesse mesmo dia disse-lhes … Boa ideia, Vou fazer um Gin!

Aí começou a aventura e foi mesmo uma aventura…

A minha avó São, mãe do meu pai, à muitos anos, fazia em casa dela pequenas quantidades de aguardente para consumo caseiro e eu lembro-me de ser pequeno e estar lá com ela a ver se o lume estava forte ou fraco, para que a bica corresse certa e fina, para tirar o álcool no teor certo, punha mais lenha, abria o lume, era uma trabalheira, mas ela gostava, passava lá horas e horas, eu na altura não percebia, mas hoje vejo que o que ela realmente gostava era de fazer do mosto, nascer uma aguardente belíssima, é como se criasse algo divinal do nada…

Por tudo acima escrito, lá fui eu.. Nas primeiras vezes, cozia o cereal, diferentes misturas, numa panela velha, mas foram vezes e vezes, onde não conseguia que o mesmo fermentasse. Aí tive de recorrer a conhecimentos técnicos da Celita, a celita é a minha mulher! Ela é professora de física e química e ajudou-me a construir os diferentes diagramas de produção técnica do álcool.

 Aí comecei a ver a luz ao fundo do túnel, estou habituado a números, sou economista e giro um empresa de seguros, mas foram muitos gráficos, temperaturas, quantidades, duração e tanta outra coisa até chegarmos à mistura perfeita que permitiu criar o álcool neutro e natural que produzimos 100% na nossa unidade que transporta aquele sabor típico das aguardentes e alambiques antigos.

Quando pensava que o mais difícil já tinha sido ultrapassado, chegou a parte de produção da receita para maceração e efusão, assim como qual o número de destilações ideais para o produto que pretendemos obter, foram muitas conversas e discussões em família, sim este foi um produto feito em família, até as minhas 3 filhas deram opinião dos aromas que queríamos colocar no produto e posso dizer que tudo isto levou a que no final do Verão de 2016, tivemos o produto final que corresponde a 100%, com o que procuramos.

Por fim quando queria começar a colocar o produto no mercado, para a eventualidade de querermos vender alguma garrafa, tivemos o último obstáculo a burocracia do nosso país que nos levou a aguardar, mais 9 meses para termos o estatuto de entreposto autorizado de produção de álcool e assim finalmente na primavera de 2017, podemos gritar:

  O GIN MANEL  JÁ EXISTE!!!!!!!! 

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